terça-feira, 8 de setembro de 2026

07 DE SETEMBRO - DUPLA CIDADANIA

 No dia 7 de setembro, o Brasil comemora sua Independência. É um dia que nos leva a pensar em pátria, cidadania, liberdade, direitos e deveres. Mas esta data também pode nos levar a uma pergunta muito mais profunda:

QUEM SOU EU?
Sou apenas um cidadão deste mundo? Ou existe uma realidade maior? A Bíblia nos mostra que, pela fé em Cristo, podemos dizer:
TENHO UMA CIDADANIA TERRENA, MAS MINHA VERDADEIRA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS.
Paulo afirma: “Pois a nossa cidadania está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” (Filipenses 3.20).
Portanto, quero pensar hoje em quatro verdades:
SOU CIDADÃO DO MUNDO.
TORNEI-ME CIDADÃO DO REINO DO CÉU.
TENHO DUPLA CIDADANIA.
MINHA DUPLA CIDADANIA DEFINE A MINHA MISSÃO.

Textos principais: Filipenses 3.20; João 17.14-18; Mateus 28.18-20; 1 Pedro; 2 Pedro 3.8-13


  1. SOU CIDADÃO DO MUNDO
    Nasci na Mooca, em São Paulo. Posso dizer que sou mooquense, paulistano, brasileiro, sul-americano, ocidental e cidadão do mundo. Essas expressões não representam necessariamente categorias jurídicas de cidadania, mas mostram diferentes níveis de pertencimento.
    Tenho uma história, uma família, uma cultura, uma língua, uma cidade, uma nação. Meus antepassados mais próximos vieram da Europa: italianos, alemães e portugueses.
    Mas, se voltarmos ainda mais na história, segundo o relato bíblico, chegaremos a Sem, Cam e Jafé, filhos de Noé. E, antes deles, chegaremos a Noé e sua família, preservados por Deus através do dilúvio. E, indo ainda mais longe, chegaremos a Adão e Eva.
    A Bíblia nos ensina, portanto, uma verdade fundamental: A humanidade possui uma origem comum. Não importa a raça, a etnia, a cultura, a língua ou o lugar onde alguém nasceu. Todos pertencemos à mesma humanidade.
    Paulo afirma: “De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra.” (Atos 17.26).
    Como cidadão deste mundo, tenho direitos e deveres. Tenho autoridades, leis, responsabilidades e obrigações. A Bíblia não ensina o cristão a desprezar sua cidadania terrena. Pelo contrário.
    Romanos 13.1-7 ensina sobre a responsabilidade diante das autoridades, e Romanos 13.8-10 resume nossa responsabilidade de uma maneira extraordinária: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor…” (Romanos 13.8). E Paulo conclui: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13.10).
    Portanto: Sou cidadão deste mundo. Tenho responsabilidades neste mundo. Mas isso não é tudo.

  1. TORNEI-ME CIDADÃO DO REINO DO CÉU
    Há uma segunda realidade muito maior. A Bíblia diz que o ser humano precisa nascer de novo.
    Por natureza, somos pecadores. Romanos 3.10-18 apresenta um retrato profundamente sério da condição humana: “Não há justo, nem um sequer.” O pecado afetou nossa mente, nossos desejos, nossas palavras, nossos caminhos e nosso relacionamento com Deus. Romanos 3.23 declara: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”
    O problema do ser humano não é simplesmente político, social, econômico ou cultural. O problema fundamental é espiritual: estamos separados de Deus por causa do pecado.
    Mas Deus providenciou a salvação. O Criador entrou na história humana. Jesus Cristo nasceu de uma virgem, conforme o testemunho das Escrituras, sendo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
    O anjo anunciou: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo.” (Lucas 1.32).
    João Batista declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29).
    João escreveu: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (João 1.14).
    Cristo, que não conheceu pecado, morreu por nossos pecados. “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5.21)
    E João 3.16 resume o coração do Evangelho: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
    Jesus morreu. Foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia. Paulo resume o Evangelho em 1 Coríntios 15.3-4: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
    Depois de ressuscitado, Cristo subiu aos céus e foi exaltado à direita de Deus, “acima de todo principado, potestade, poder e domínio e de todo nome que se possa mencionar, não só no presente século, mas também no vindouro.” (Efésios 1.20-21).
    E o que acontece com aquele que se arrepende e crê em Cristo? Ele recebe uma nova identidade.
    João 1.12-13 declara: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”
    E Paulo afirma: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura.” (2 Coríntios 5.17).
    Aqui está a grande mudança: Eu não deixo de ser cidadão da Terra. Eu passo a pertencer também ao Reino de Deus.

  1. TENHO DUPLA CIDADANIA
    É aqui que as duas verdades se encontram. Tenho uma cidadania terrena e uma cidadania celestial.
    Jesus deixou isso muito claro em sua oração sacerdotal, registrada em João 17. Ele orou por aqueles que pertenciam ao mundo, mas que agora pertenciam a Ele.
    Jesus disse: “Eles não são do mundo, como também eu não sou.” (João 17.14). E, ao mesmo tempo, Jesus não pediu que Deus os retirasse do mundo: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.” (João 17.15).
    Essa é uma verdade fundamental: O novo nascimento não me tira deste mundo; muda a razão pela qual estou neste mundo. Jesus prosseguiu: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” (João 17.18).
    Portanto, o cristão não deve fugir do mundo. Ele deve viver no mundo sem pertencer ao sistema de valores contrário a Deus, sendo sal, luz e testemunha de Cristo.
    Jesus disse: “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo.” (Mateus 5.13-14).
    É importante compreender: Não tenho duas vidas. Tenho uma só vida. Mas essa única vida possui duas dimensões de cidadania:
    Pertenço a uma nação na Terra, mas pertenço a Cristo e ao seu Reino.
    Como cidadão terreno, devo:
    • respeitar as autoridades;
    • cumprir meus deveres;
    • obedecer às leis justas;
    • pagar meus impostos;
    • amar meu próximo;
    • contribuir para o bem da sociedade.
    Como cidadão do Reino de Deus, devo:
    • viver em santidade;
    • amar a Cristo;
    • obedecer à Palavra;
    • servir aos irmãos;
    • testemunhar do Evangelho;
    • fazer discípulos;
    • suportar sofrimentos por Cristo;
    • aguardar a volta do Senhor.

O QUE SIGNIFICA VIVER COMO CIDADÃO DO CÉU?
Pedro apresenta esse modo de viver em suas duas cartas.

  1. VIVER COM ESPERANÇA
    Pedro fala de uma: “viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (1 Pedro 1.3). Minha esperança não está apenas nesta Terra.
  2. VIVER EM SANTIDADE
    “Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.” (1 Pedro 1.15). Minha cidadania celestial deve aparecer no meu comportamento terreno.
  3. VIVER COMO PARTE DO POVO DE DEUS
    Pedro afirma: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus.” (1 Pedro 2.9). E para quê? “A fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” Não fomos salvos apenas para sermos abençoados. Fomos salvos para anunciar Jesus.
  4. VIVER COMO TESTEMUNHA DE CRISTO
    Pedro nos chama a seguir os passos de Cristo, inclusive quando enfrentamos sofrimento. “Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.” (1 Pedro 2.21).
  5. VIVER PARA A GLÓRIA DE DEUS
    Pedro também nos chama a usar os dons que recebemos para servir. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu.” (1 Pedro 4.10).E tudo deve ter um objetivo: “Para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo.” (1 Pedro 4.11).
  6. CRESCER E PERMANECER FIRMES
    Pedro encerra sua segunda carta dizendo: “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Pedro 3.18). O cidadão do céu não pode permanecer espiritualmente estacionado. No primeiro capítulo desta segunda carta somos desafiados à prática das virtudes cristãs para que não sejamos nem inativos, nem infrutíferos.
    Precisamos crescer no conhecimento, no discernimento da Palavra de Deus para permanecer firme diante das falsas doutrinas e falsos mestres, enquanto esperamos a volta de Cristo.
    Minha cidadania celestial precisa transformar minha maneira de viver na Terra.

  1. MINHA DUPLA CIDADANIA DEFINE A MINHA MISSÃO
    Agora chegamos ao ponto mais importante. Por que Deus me deixou neste mundo depois que me salvou? Por que não fomos imediatamente para o céu? Porque ainda existe uma missão.
    Antes de retornar ao Pai, Jesus declarou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” (Mateus 28.18). E então deu a grande ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações…” (Mateus 28.19). Ele acrescentou: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28.20)
    Em Lucas 24.46-48, Jesus explicou que: “Em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações.” E em Atos 1.8 declarou: “Sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.”
    Observe a progressão:
    Minha cidadania terrena me dá responsabilidades.
    Minha cidadania celestial me dá uma missão.
    Não estou neste mundo por acaso. Estou aqui para representar Cristo. Paulo chega a usar uma palavra extraordinária: “Somos embaixadores em nome de Cristo.” (2 Coríntios 5.20).
    Um embaixador vive em território estrangeiro representando seu país. Nós vivemos neste mundo representando o nosso Rei. Somos cidadãos do céu vivendo temporariamente na Terra.

  1. QUANTO TEMPO AINDA TEMOS?
    Estamos em 2026. Dentro de poucos anos, chegaremos a 2033. Se o Senhor Jesus ainda não tiver voltado, estaremos nos aproximando de aproximadamente dois mil anos desde sua morte, ressurreição e ascensão.
    E precisamos perguntar: Quanto tempo ainda teremos? Até quando Deus continuará manifestando sua paciência?
    Pedro afirma: “O Senhor não retarda a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pedro 3.9).
    E por que ainda existem povos, grupos étnicos e multidões que nunca ouviram claramente o Evangelho? Essa pergunta precisa incomodar a Igreja.
    • Temos tecnologia.
    • Temos aviões.
    • Temos internet.
    • Temos meios de comunicação que nossos antepassados jamais imaginaram.
    • Podemos alcançar lugares em poucas horas que antigamente exigiam meses de viagem.
    Então precisamos perguntar: Se temos tantos recursos, por que ainda existem tantos que não ouviram? Talvez o problema não seja falta de recursos. Talvez seja falta de obediência.

  1. CINCO ORDENS QUE NÃO PODEMOS IGNORAR
    Jesus, o Supremo Comandante, após a Sua ressurreição deixou uma mesma ordem e missão apresentada de diferentes maneiras:

    MATEUS — FAÇAM DISCÍPULOS: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações.” (Mateus 28.19).
    MARCOS — PREGUEM: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16.15).
    LUCAS — ANUNCIEM ARREPENDIMENTO: “Que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações.” (Lucas 24.47).
    JOÃO — SEJAM ENVIADOS: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20.21).
    ATOS — SEJAM TESTEMUNHAS: “Sereis minhas testemunhas… até aos confins da terra.” (Atos 1.8).
    Cinco expressões. Uma única missão. FAZER CRISTO, SUA PESSOA E SUA OBRA CONHECIDOS.

  1. QUAL É A MINHA PRIORIDADE?
    O Salmo 90 nos lembra da brevidade da vida: “Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento.” (Salmos 90.9).
    E Moisés faz uma oração que deveria estar constantemente em nossos lábios: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios.”
    (Salmos 90.12).
    Então precisamos fazer estas perguntas:
    • Quanto do nosso tempo gastamos preocupados com nossa cidadania terrena?
    • Quanto do nosso tempo gastamos preocupados com nossa cidadania celestial?
    • Quanto dinheiro investimos naquilo que ficará?
    • Quanto investimos naquilo que permanecerá eternamente?
    • Quanto esforço colocamos em construir nossa vida neste mundo?
    • Quanto esforço colocamos para anunciar a vida eterna em Cristo?
    Pedro nos lembra que os céus e a Terra atuais estão “reservados para o Dia do Juízo e da destruição dos ímpios.” (2 Pedro 3.7). E depois pergunta que tipo de pessoas devemos ser: “Que pessoas não deveis ser em santidade e piedade.
    (2 Pedro 3.11).
    Nossa cidadania terrena é temporária. Nossa cidadania celestial é eterna.

  1. NÃO PODEMOS NOS CONFORMAR
    Já se passaram aproximadamente dois mil anos desde que Jesus deu à Igreja a ordem de fazer discípulos de todas as nações. E a tarefa ainda não terminou. Isso deve nos constranger.
    Charles Studd expressou sua paixão missionária dizendo, em essência, que não queria viver acomodado ao som dos sinos das igrejas, mas desejava dedicar sua vida ao resgate de vidas que caminhavam para a perdição.
    Essa deve ser também a paixão da Igreja. Não podemos viver apenas para:
    • construir casas;
    • acumular bens;
    • conquistar posições;
    • aumentar patrimônios;
    • viajar;
    • desfrutar conforto;
    • cuidar exclusivamente dos nossos próprios interesses.
    Tudo isso pode ter seu lugar. Mas não pode ser o centro da nossa existência. Porque somos cidadãos de outro Reino.

  1. A VERDADEIRA LIBERDADE
    No Dia da Independência do Brasil, falamos de liberdade. Mas existe uma liberdade muito maior.
    Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.31-32).E acrescentou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36).
    O Brasil pode ser uma nação livre. Mas um brasileiro pode continuar escravo do pecado. Uma pessoa pode ter liberdade política e continuar escravizada pela mentira, pela imoralidade, pelo egoísmo, pela ganância, pelo orgulho e pela incredulidade. A verdadeira liberdade está em Cristo.
    E o Senhor e Salvador Jesus Cristo ainda declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14.6).

CONCLUSÃO
Então, quem sou eu?
SOU CIDADÃO DESTE MUNDO.
• Tenho uma cidade.
• Tenho uma nação.
• Tenho responsabilidades.
• Devo respeitar as autoridades.
• Devo cumprir meus deveres.
• Devo amar meu próximo.
Mas, se nasci de novo pela fé em Jesus Cristo, posso dizer algo ainda maior:
SOU CIDADÃO DO CÉU.
• Sou filho de Deus.
• Faço parte do povo de Deus.
• Tenho uma esperança viva.
• Tenho uma missão.
• Sou embaixador de Cristo.
• Estou neste mundo, mas não pertenço ao sistema deste mundo.
Tenho dupla cidadania. E essa dupla cidadania me coloca diante de uma grande responsabilidade:
VIVER PARA CRISTO ENQUANTO ESTOU NA TERRA.


E VOCÊ? QUAL É A SUA CONDIÇÃO?
SE AINDA NÃO SE ARREPENDEU DE SEUS PECADOS, HOJE É O DIA!
VENHA A CRISTO JESUS, RECONHECENDO SEUS PECADOS, ARREPENDIDO, CONFIANDO E CRENDO NELE COMO SEU SENHOR E SALVADOR!
• Não desperdice sua vida.
• Não viva apenas para sua cidadania terrena.
• Não permita que as coisas deste mundo ocupem o lugar das coisas eternas.
• Levante os olhos para Jesus que morreu na cruz por você.


E SE VOCÊ JÁ TEM A CIDADANIA CELESTIAL:
• Veja os campos.
• Veja as crianças.
• Veja os adolescentes.
• Veja as famílias.
• Veja os povos que ainda não ouviram.
• Veja as multidões sem Cristo.
• E ouça novamente a voz do Senhor:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações.” (Mateus 28.19).
• O tempo é curto.
• A vida é breve.
• A eternidade é longa.
• E a missão ainda não terminou.
Por isso, neste 7 de setembro, enquanto agradecemos a Deus pela liberdade e pela nossa pátria terrena, façamos uma oração muito mais profunda: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios.” (Salmos 90.12).
E, com o salmista, peçamos: “Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos.” (Salmos 90.17).
• Que Deus nos conceda liberdade do pecado.
• Que Deus nos conceda liberdade para servi-lo.
• Que o Evangelho alcance nossa rua, nossa cidade, nosso país, nossos continentes e os povos que ainda não ouviram.
• E que nossa vida proclame:
SOU CIDADÃO DO MUNDO,
MAS PERTENÇO A CRISTO.
TENHO DUPLA CIDADANIA,
MAS UMA ÚNICA MISSÃO:
VIVER PARA CRISTO E FAZER CRISTO CONHECIDO ATÉ AOS CONFINS DA TERRA.

Gilberto Celeti
Missionário na APEC desde 1973, atualmente jubilado, peregrino a caminho da Pátria Celestial.


Deixo agora e aqui com você o link do vídeo BREVE VIRÁ de Rubem Martins Amorese:

Rubem escreveu: Este hino se inicia com o poema do Pastor Gilberto Celeti. Percebendo a regularidade métrica, de acentuação e de rima, logo percebi que Gilberto estava quase cantando. Cheguei para dar-lhe uma ajuda.
Trata-se de um vídeo de letra (lyric video), no qual nos concentramos no áudio e na letra que corre junto com ele. As imagens são apenas a base.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

12 BENDITAS LIÇÕES SOBRE O CASAMENTO

 

BODAS  DE  ALABASTRO DE GILBERTO E ENEIDA CELETI

Ao comemorarmos 46 anos de matrimônio (Bodas de Alabastro), consideramos a data não como um simples marco cronológico, mas como uma oportunidade de glorificar ao Eterno Deus. O alabastro, na Bíblia, está ligado a valor, entrega, perseverança e adoração. Podemos, então, extrair dele as seguintes lições:

1. O casamento duradouro é obra de Deus, não do acaso

Quarenta e seis anos de casamento não se explicam por sorte, mas por dependência contínua de Deus. “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmos 127.1).

O casamento começa no altar e só permanece firme quando continua sendo mantido diante de Deus.

2. Alabastro ensina valor — o casamento é precioso

O vaso conserva o perfume extremamente valioso. O casamento também é valioso. “…veio uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso, de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume…” (Marcos 14.3).

Quem trata o casamento como algo comum o perde; quem o trata como sagrado o preserva.

3. Fidelidade é uma decisão diária, não um sentimento ocasional

O amor verdadeiro é escolha renovada todos os dias. “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou” (Mateus 19.6).

Ao longo dos anos houve dias fáceis e dias difíceis, mas a aliança nunca foi negociável.

4. Deus abençoa a união entre homem e mulher conforme Seu propósito

O modelo divino não é cultural, é eterno. “Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2.24).

A bênção de Deus, por Sua graça, repousa sobre a união que respeita Seu plano criador.

5. O tempo prova a autenticidade da fidelidade conjugal

O amor bíblico não se prova nos anos iniciais, mas na permanência. “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13.7).

O tempo não destruiu o nosso casamento; ele o fortaleceu.

6. O perdão é o cimento invisível da união duradoura

Não existe casamento longo sem perdão frequente. “Suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem também uns aos outros” (Colossenses 3.13).

Perdoar não é perder, é preservar.

7. O altar doméstico sustenta o lar

Em casamentos duradouros, marido e mulher oram juntos, caminham juntos e servem juntos. “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24.15).

A oração, a permanência na Palavra e o serviço cristão moldam a vida conjugal.

8. As crises não anulam a bênção — elas a refinam

Crises não significam fracasso, mas oportunidade de amadurecimento. “Bem-aventurado é aquele que suporta com perseverança a provação. Porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1.12).

Deus não nos livrou de todas as lutas, mas sustentou-nos e nos fez vitoriosos em todas elas.

9. O casamento duradouro deixa legado

Quarenta e seis anos de união constroem não apenas uma história, mas um testemunho para filhos e netos. “Uma geração louvará à outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos” (Salmos 145.4).

O maior presente que é possível deixar, não são bens, mas exemplo.

10. O amor amadurece, não envelhece

O amor não perde valor com o tempo; ele se aprofunda. “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Plantados na Casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (Salmos 92.12-15).

O romance juvenil se transformou em companheirismo sólido e respeito profundo.

11. O casamento fiel glorifica a Deus

Um casamento estável é uma pregação silenciosa ao mundo. “Portanto, … façam tudo para a glória de Deus. Não se tornem motivo de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem para a igreja de Deus” (1 Coríntios 10.31,32).

O objetivo final em nosso casamento nunca foi apenas felicidade, mas glória a Deus.

12. Bodas de Alabastro apontam para adoração

A fidelidade conjugal exala o ‘bom perfume de Cristo’. “Então Maria, pegando um frasco de perfume de nardo puro, muito precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E toda a casa se encheu com o cheiro do perfume” (João 12.3).

Proclamamos que quarenta e seis anos de matrimônio são uma oferta derramada diante do Senhor, para honra do Seu nome.

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No convite para o nosso casamento, realizado no dia 29 de dezembro de 1979, colocamos como tema o seguinte texto bíblico: “… todos os que os virem reconhecerão que eles são família bendita do Senhor” (Isaías 61.9).

Nestas Bodas de Alabastro, exaltamos o Eterno Deus Triúno, pois sustenta, corrige, restaura e abençoa a união fiel de um homem e uma mulher que, pela misericórdia e graça do Senhor, decidiram andar segundo a Sua vontade.

DEIXE MAIS ABAIXO O SEU COMENTÁRIO, ou dúvida. Muito obrigado.

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Gilberto Celeti
Missionário Jubilado, Promotor da APEC, Escritor e Palestrante.
Peregrino a Caminho da Pátria Celestial.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

NATAL - MISTÉRIO DA PIEDADE

 Texto-chave: “Sem dúvida, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, visto pelos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.” (1 Timóteo 3:16).

1. INTRODUÇÃO – O NATAL ALÉM DAS FORMAS

Todos já estão dizendo: FELIZ NATAL! A influência cultural do cristianismo é muito forte em todo o mundo e todos sabem que Natal é a data que os cristãos usam para comemorar o nascimento de Jesus Cristo.


É claro que há uma ênfase nos aspectos externos com relevância para os aspectos festivos e consumistas e que o verdadeiro sentido do Natal acaba se perdendo. Não há lugar para a essência do Natal!


O Natal, frequentemente reduzido a aspectos culturais, festivos e consumistas, possui um conteúdo espiritual profundo e eterno. A Escritura afirma que o nascimento de Jesus Cristo não é apenas um evento histórico, mas a revelação do mistério da piedade: Deus se manifestando em carne para salvar o homem.

Este estudo propõe compreender:

  • Quem nasceu
  • Por que nasceu
  • O que isso significa para nós hoje
  • Como devemos viver à luz dessa verdade

2. O QUE É O “MISTÉRIO DA PIEDADE”?

2.1 Definição Bíblica
Na Bíblia, “mistério” não é algo místico ou inalcançável, mas uma verdade antes oculta e agora revelada por Deus.
👉 O mistério da piedade é:

  • A encarnação do Filho de Deus
  • A obra redentora de Cristo
  • O plano eterno de salvação cumprido na história

2.2 O cumprimento da promessa
Desde Gênesis 3:14,15, Deus prometeu um Redentor. “Então o Senhor Deus disse à serpente: Por causa do que você fez, você é maldita entre todos os animais domésticos e entre todos os animais selvagens. Você rastejará sobre o seu ventre e comerá pó todos os dias da sua vida. Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”.
No Natal, essa promessa se cumpre:

  • O descendente da mulher nasce
  • O pecado começa a ser derrotado
  • O plano da redenção entra em sua fase decisiva

3. QUEM É JESUS CRISTO? (CRISTOLOGIA DO NATAL)

3.1 O Verbo Eterno
📖João 1:1–3
Pensemos por alguns instantes naquele que foi manifestado na carne – Jesus Cristo! Ele é identificado nas páginas do Evangelho segundo João como o VERBO: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:1-3,14).
Jesus não começa em Belém. Ele é:

  • O Verbo eterno
  • O Criador de todas as coisas
  • Deus que se fez carne
    👉O Natal é o Criador entrando na criação.

3.2 O Milagre da Encarnação
📖 Hebreus 11:3
Como explicar o Milagre da Encarnação do Verbo? É como o Milagre da Criação do Universo! Extraordinário! E só podemos afirmar: “Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são visíveis.” (Hebreus 11:3). Da mesma maneira, pela fé, entendemos que o Criador se fez homem!
Assim como a criação só pode ser compreendida pela fé, a encarnação também:

  • Deus se faz homem
  • O eterno entra no tempo
  • O infinito se reveste de humanidade

4. A PLENITUDE DO TEMPO

📖Gálatas 4:4–5
Nunca nos esqueçamos do texto de Gálatas 4:4,5: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.”
O Mistério da Piedade significa que o Criador cumpriu a Sua promessa dada a Adão e Eva, de que um descendente da mulher viria, esmagaria a cabeça de satanás, pagaria o devido preço do resgate, e salvaria o homem perdido.
O nascimento de Cristo acontece:

  • No tempo exato de Deus
  • Sob a lei
  • Para resgatar os que estavam debaixo da lei
    👉O Natal revela que Deus governa a história e age no tempo certo.

5. A OBRA REDENTORA DE CRISTO

Precisamos celebrar o NATAL dignamente, lembrando QUEM é Aquele que nasceu em Belém, COMO Ele nasceu e
POR QUÊ!

JESUS CRISTO veio para:

  • Tirar os pecados – 📖1 João 3:5:
    “E vocês sabem que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.” 


  • Destruir as obras do diabo – 📖1 João 3:8:
    “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” 


  • Manifestar o amor de Deus – 📖1 João 4:9:
    “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.” 


  • Ser o Salvador do mundo – 📖 1 João 4:14:
     “E nós temos visto e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.” 

O caminho de Cristo – Da manjedoura àté a cruz

  • Humilhação
    Jesus veio na mais profunda humilhação

  • Serviço
    Jesus é o Senhor que se fez servo!


  • Obediência
    Jesus é o Verbo Eterno, o Filho de Deus que se fez homem obediente!


  • Cruz
    Jesus obedeceu até a morte – morte de cruz!


  • Exaltação e glória
    Jesus recebeu a mais alta honra

📖Filipenses 2:6–11:
 “Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele renunciou a tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz. Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos caiam de joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus, o Pai” . (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).
👉 O Natal aponta inevitavelmente para a cruz e para a ressurreição.

6. O MILAGRE DA ADOÇÃO

 Como explicar também o Milagre da Adoção, de sermos agora, em Jesus Cristo, filhos de Deus?
📖    João 1:10–13
O apóstolo João iniciando o seu Evangelho, falando da vinda de Jesus Cristo ao mundo deixou bem claro que: “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”
O mistério da piedade inclui:

  • Não apenas a vinda de Cristo
  • Mas a transformação do pecador em filho

Somos filhos de Deus:

  • Não por vontade humana
  • Mas por obra soberana do Espírito Santo

7. COMO DEVEMOS CELEBRAR O NATAL?

7.1 Olhando para Deus

  • Com adoração
  • Gratidão
  • Reverência
    Não poderíamos jamais imaginar receber um presente assim tão maravilhoso.

7.2 Olhando para nós mesmos

  • Com humildade
  • Reconhecendo nossa fragilidade
  • Aprendendo a ser humildes com o exemplo de Cristo

7.3 Olhando para o próximo

  • Com amor e consideração
  • Concedendo Perdão
  • Promovendo Reconciliação

7.4 Olhando para o mundo perdido que sofre por não conhecer Quem, Como e Porque Jesus nasceu em Belém

  • Com compaixão
  • Tendo compromisso missionário
  • Proclamando prioritariamente o evangelho com todo empenho.

8. O NATAL E A MISSÃO DA IGREJA

Estamos em dezembro e na data que se convencionou chamar de Natal. O importante é aproveitá-la para dizer a alto e bom som, ser esta a data mais significativa, em todo o mundo. Sim este fato precisa ser conhecido e anunciado – Nasceu Jesus Cristo, o Verbo de Deus encarnado!

8.1 Anunciar o Mistério da Piedade
O Natal é oportunidade estratégica para realizar encontros de Natal:

  • Evangelização –  É tempo de anunciar as boas novas da salvação. Façamos programações especiais, aproveitando a oportunidade natalina, em nossa rua, em nosso prédio, em nossa vizinhança, onde for possível.

  • Encontros especiais – Quantos mais encontros de Natal fizermos, mais pessoas descobrirão que Deus as ama com amor eterno!

  • Testemunho público da fé – Saiamos de nossos lares levando literatura que possa ser distribuída para crianças, jovens, adultos e idosos, que os conduzam a ler sobre o real significado do Natal.

8.2  Orar pelos que não podem celebrar
O Natal nos chama à intercessão pelos cristãos perseguidos e pelos povos que ainda não conhecem o verdadeiro sentido do Natal. Como os bilhões que vivem nestas regiões conhecerão o Mistério da Piedade?
Precisamos renovar compromissos diante do Senhor

  • Consagração – Para obedecer com muito mais amor e dedicação a obra para a qual ele nos chamou e designou – sermos Suas testemunhas.

  • Evangelização – Para pregar o evangelho a toda criatura. Pregar a mensagem de arrependimento para remissão de pecados a todos.

  • Discipulado – Para fazer discípulos de Cristo em todas as nações.
    👉 Sendo assim, e de fato, só assim, podemos dizer: FELIZ NATAL!

9. ATÉ QUANDO CELEBRAREMOS O NATAL?

Sabemos que a plenitude do tempo chegou, quando Jesus Cristo nasceu. Desde então e até hoje, vivemos um período da história que é chamado de “os últimos dias”. Quando Jesus nasceu e entrou na história o tempo do fim de todas as coisas chegou.
📖 Efésios 1:9–10:
Na carta aos Efésios lemos que Deus “nos revelou o mistério da sua vontade, segundo o seu propósito, que ele apresentou em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra.”
Vivemos nos “últimos dias”:

  • O Natal inaugura essa era
  • A volta de Cristo a concluirá
    📖 2 Pedro 3:8–13

    E como deixou bem claro o apóstolo Pedro: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a julguem demorada. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. Porém, o Dia do Senhor virá como um ladrão. Naquele dia os céus passarão com grande estrondo, e os elementos se desfarão pelo fogo. Também a terra e as obras que nela existem desaparecerão. Uma vez que tudo será assim desfeito, vocês devem ser pessoas que vivem de maneira santa e piedosa, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus. Por causa desse dia, os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos se derreterão pelo calor. Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.” 

👉 O Natal aponta para:

  • Novos céus
  • Nova terra
  • Justiça eterna

E ATÉ QUANDO CELEBRAREMOS O NATAL?
A paciência e a longanimidade de Deus, em permitir que cheguemos ao final de mais um ano é maravilhosa. Ainda é tempo de salvação, ainda é tempo de pessoas se arrependerem de seus pecados, ainda é tempo de pessoas confiarem no amor de Deus, crendo em Jesus Cristo, o Seu filho unigênito. Mas este tempo da oportunidade passará. Será que haverá Natal ao final do próximo ano? Venha já, enquanto é tempo, e receba a Cristo!

10. CRISTO, O CENTRO DE TODAS AS COISAS

📖Colossenses 1:13–20
“Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a remissão dos pecados. Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para ter a primazia em todas as coisas. Porque Deus achou por bem que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” 
Cristo é o coração do Mistério da Piedade:

  • Criador
    O VERBO DE DEUS, que se fez homem…


  • Redentor
    O CRUCIFICADO, que morreu como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo..


  • Cabeça da Igreja
    O RESSUSCITADO, que ao terceiro dia saiu do túmulo onde estivera sepultado…


  • Senhor da história
    O GLORIFICADO, que subiu ao céu e está assentado à direita de Deus…

É tempo de adorar ao Deus Triúno, o Pai, o Filho e o Espírito Santo e louvá-lo e agradecê-lo:

  • Pela bênção de reconhecê-lo como o Todo poderoso Criador.
  • Pela bênção de reconhecer Jesus Cristo como o Verbo Encarnado.
  • Pela bênção de ser adotado como filho de Deus, pela ação poderosa do Espírito Santo.

11. APLICAÇÕES FINAIS

  • Você já recebeu o Verbo encarnado, pela fé?
    Hoje é dia de Salvação. “Arrependam-se e se convertam, para que sejam cancelados os seus pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que ele envie o Cristo, que já foi designado para vocês, a saber, Jesus” (Atos 3:19,20).

  • Sua vida reflete a piedade que procede desse mistério?
     Os que o conhecem vivem de maneira santa e piedosa, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, segundo a promessa de Deus, esperando novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.” (2 Pedro 3:12-13).

  • Você vive como peregrino, aguardando a consumação?
    Os que o conhecem são estrangeiros e peregrinos neste mundo e  esperam pela volta do seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

📖1 Coríntios 1:30–31
Os que o conhecem sabem que pertencem a Deus, “em Cristo Jesus, o qual se tornou para “eles”, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e redenção, para que, como está escrito, “aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”. 

12. CONCLUSÃO

Sim este fato precisa ser conhecido e anunciado – Nasceu Jesus Cristo, o Verbo de Deus encarnado!
Grande! Grande! Grande!
Grande é o mistério da piedade!
Venha! Venha! Venha!
Venha e conheça toda a verdade!

Natal! Natal! Natal!
O Verbo de Deus, Criador do mundo!
Natal! Natal! Natal!
Veio qual bebê, homem se tornou!
Grande! Grande! Grande!
Grande é o mistério da piedade!

“Então Maria deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou o menino e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lucas 2.7).

  • Natal não é apenas uma data, mas um fato eterno.
  • Natal não é apenas celebração externa, mas transformação interior.
  • Natal é o Eterno Deus vindo ao encontro do homem.
  • Natal é o mistério da piedade revelado.

Que neste Natal:
✨ Cristo seja honrado
✨ Sua graça seja celebrada
✨ Seu amor seja anunciado
✨ Sua paz reine em nossos corações

Somente assim podemos dizer, de fato:🎄 FELIZ NATAL!

Gilberto Celeti

INEXPLICÁVEL E MARAVILHOSO!

Maravilha-me o que é inexplicável,
Como a vida que palpita no universo,
Cuja ordem e estrutura admirável,
Tornam a criação um fato incontroverso.

E o pecado entrando, queda desastrosa,
Não altera o projeto soberano;
Deus atua de forma maravilhosa
E na história humana cumpre o Seu Plano.

E no homem se vê sempre a dualidade:
Quer ser bom, mas é ao mal aprisionado,
E oscila entre a mentira e a verdade,
Por ter sido concebido em pecado.

Passam anos, passam séculos, milênios,
E as Babéis humanas sempre em decadência;
Pouco importa se estultos ou se gênios,
Ninguém se livra de sua putrescência.

Maravilha-me o que é inexplicável,
Como o Verbo Eterno se tornou humano,
Deus o Criador, de forma inefável,
Pra salvar o homem executou Seu plano.

Muito grande é o mistério da piedade,
A história verdadeira do Natal,
Jesus Cristo, o caminho e a verdade,
É a vida, que nos liberta do mal.

Vida santa, tão perfeita, foi à Cruz,
Para ser ali, por nós, sacrificado
Pão da vida e do mundo a pura luz,
Vitoriosamente, foi ressuscitado.

Maravilha-me o que é inexplicável,
Como ter o homem um novo nascimento,
Que se torna totalmente afiançável
Quando chega à Cristo em arrependimento,

E O recebe, pela fé, em sua vida!
Sim, em Cristo é uma nova criatura,
Pois ao Espírito de Deus deu acolhida,
Pra viver e andar aqui de forma pura.

Breve o tempo chega ao fim, logo se encerra,
E serão em Cristo as coisas congregadas,
Tanto as dos céus como as que estão na terra,
Hão de ser perfeitamente harmonizadas.

Sim, olhemos o universo e Jesus Cristo,
Permitindo-nos ficar maravilhados.
Há uma boa nova e que consiste nisto
Crer em Cristo para sermos resgatados!

Sei que estando em Cristo, minha vida agora,
Minha meta e também minha esperança;
Minha alma, o que sente e o que labora,
Busca apenas ter com Cristo semelhança!

Gilberto Celeti

“Sem dúvida, grande é o mistério da piedade: ‘Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, visto pelos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória’” (1 Timóteo 3.16)

Crendo assim, e de fato, só assim, podemos dizer: FELIZ NATAL!

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